Médico é suspeito de abusar sexualmente de jovem durante exame em clínica de BH
12/02/2026
(Foto: Reprodução) Jovem denuncia médico por abuso em BH
Um médico de 31 anos é suspeito de abusar sexualmente de uma jovem, de 18, em uma clínica do bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu durante uma ultrassonografia, na tarde desta quarta-feira (11).
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que procurou atendimento por causa de dores no abdômen e, inicialmente, passou por um exame abdominal.
Em seguida, o suspeito iniciou um ultrassom transvaginal, que não estava previsto no pedido médico, e cometeu o abuso, conforme o registro policial. À PM, ele negou o crime.
Em nota, a Polícia Civil informou que confirmou a prisão em flagrante do homem por estupro. Após os procedimentos judiciais, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
"A PC também pediu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em preventiva, e a investigação prossegue na Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual para completa elucidação dos fatos", completou a instituição.
Abuso durante exame
A jovem relatou que, depois do exame transvaginal, o médico cometeu o abuso, mesmo com ela se levantando imediatamente da maca. O suspeito ainda chegou a pegá-la pela cintura, abaixar a calça dele e fazer uma proposta de cunho sexual.
Ainda conforme a vítima, na sequência, o profissional pediu que ela saísse do consultório e deixasse a porta aberta. A mulher procurou ajuda e acionou a Polícia Militar.
A jovem foi encaminhada ao Hospital Municipal Odilon Behrens para atendimento e, em seguida, foi levada com o suspeito para a Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, onde o caso deve ser investigado.
O que diz o médico
A PM foi até a clínica, onde o médico negou todas as acusações. Ele afirmou que a paciente chegou sem encaminhamento, apenas relatando dores, e que realizou ultrassom abdominal, que não mostrou alterações.
Diante da queixa da jovem, disse ter perguntado se ela concordaria com um exame complementar, a ultrassonografia transvaginal, e que ela foi orientada sobre o procedimento. Segundo ele, o exame também não apresentou anormalidades.
O médico declarou que, após terminar, a paciente permaneceu no consultório sem demonstrar desconforto imediato e que pediu uma pomada para dor, mas foi informada que não havia o medicamento. Ele disse que a jovem saiu normalmente com os resultados.
O profissional afirmou ainda que não possui imagens do exame transvaginal, porque ele não estava previsto no pedido inicial. O advogado do médico acompanhou a abordagem.
Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias, em Belo Horizonte, investiga o caso
Reprodução/TV Globo