Prisão de delegada e marido advogado por uso ilícito de carro da polícia: entenda ponto a ponto
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Justiça manda soltar delegada e marido presos por peculato
A delegada da Polícia Civil Wanessa Santana Martins Vieira e o marido dela, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram presos nesta semana após o uso irregular, pelo advogado, de uma viatura da corporação destinada à servidora da polícia de Minas Gerais. Os dois foram detidos sob suspeita de peculato, crime que ocorre quando há apropriação ou uso indevido de bem público.
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O advogado foi flagrado dirigindo o veículo oficial na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, durante uma operação da Polícia Civil motivada por denúncias de uso irregular do carro. Um dia depois da prisão, a Justiça mandou soltar o casal.
Entenda nesta reportagem, a partir dos pontos abaixo, os desdobramentos do caso.
O que aconteceu?
Quem são os envolvidos no caso?
Como o advogado foi flagrado?
Como a investigação começou?
Por que os dois foram presos?
O que aconteceu com a delegada no momento da operação?
O que aconteceu com o veículo da polícia?
O advogado já era investigado em outros casos?
O que a Justiça decidiu após as prisões?
O que acontece agora?
1. O que aconteceu?
Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais e o marido dela, um advogado, foram presos após o uso irregular de uma viatura descaracterizada da corporação em Belo Horizonte.
Segundo a polícia, o veículo oficial estava sendo utilizado para fins pessoais. O advogado foi flagrado dirigindo o carro enquanto se deslocava para o trabalho na Região da Pampulha.
2. Quem são os envolvidos no caso?
Os investigados são o advogado Renan Rachid Silva Vieira, de 38 anos, e a delegada da Polícia Civil Wanessa Santana Martins Vieira, também de 38 anos. Eles são casados. Wanessa é lotada em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de BH.
A viatura utilizada pelo advogado estava sob responsabilidade da delegada, o que levou à investigação sobre a possível autorização para o uso do veículo por uma pessoa sem vínculo com o serviço público.
3. Como o advogado foi flagrado?
A abordagem ocorreu durante uma blitz montada pela Corregedoria da Polícia Civil na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.
Os agentes identificaram o carro com características semelhantes às apontadas em denúncias anônimas e deram ordem de parada. Ao verificar que o motorista não tinha vínculo com a Polícia Civil, os policiais realizaram a condução do advogado e apreenderam o veículo.
4. Como a investigação começou?
O caso começou a ser investigado após denúncias anônimas encaminhadas à Corregedoria da Polícia Civil e à Ouvidoria do estado em fevereiro.
As informações apontavam que uma viatura descaracterizada da corporação estaria sendo usada para fins particulares, o que levou à operação que resultou na abordagem.
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5. Por que os dois foram presos?
Renan Rachid e a delegada foram presos pelo crime de peculato, que ocorre quando um servidor público se apropria ou permite o uso indevido de um bem público.
6. O que aconteceu com a delegada no momento da operação?
Enquanto o advogado era abordado na blitz, outra equipe da Corregedoria foi até a casa da delegada.
Ela foi informada sobre o ocorrido e levada para prestar esclarecimentos na sede da unidade policial. Após o depoimento, a prisão em flagrante dela também foi ratificada.
7. O que aconteceu com o veículo da polícia?
Após a abordagem, a viatura foi apreendida e encaminhada para perícia técnica na Diretoria de Transportes da Polícia Civil.
O objetivo da análise é verificar as condições do veículo e levantar informações que possam auxiliar na investigação sobre o uso irregular.
8. O advogado já era investigado em outros casos?
De acordo com fontes policiais, Renan Rachid já era investigado por suspeitas de estelionato, agiotagem e ameaça.
Entre as denúncias estão a falsificação de cheque, a venda de um imóvel que já estaria penhorado e ameaças contra vítimas que cobravam valores ou tentavam resolver divergências comerciais.
9. O que a Justiça decidiu após as prisões?
Durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (11), a Justiça concedeu liberdade provisória aos dois investigados.
A juíza responsável pelo caso determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 5.673,50 para cada um. O casal já saiu da prisão e eles poderão responder às investigações em liberdade.
10. O que acontece agora?
As investigações continuam sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias do uso do veículo oficial e verificar se houve participação ou responsabilidade dos envolvidos no possível uso irregular do bem público.
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